Palavras desapercebidas...
Diante do papel,
sentado na escrivaninha
um mundo de pensamento fugazes
girando na mente,
enquanto uma imagem
lá tão distante,
balança os alicerces,
de um mundo a cair...
um olhar que reluz,
e se quer distante,
tão quanto próximo e errante,
palavras que destoam
o tom sereno da vida,
só para lembrar,
que quanto mais provocante o sonho,
maior a vontade de sonhar!
O malditas sensações!
de inoportunismo latente,
enquanto o esforço do escritor
se esvai diante do papel
à procura da almejada síntese...
mas...
qual sonho?
qual arte?
qual estética há de se sintetizar?
se as palavras a serem ditas
não mais que passaram desapercebidas...
muitas perguntas,
para uma certeza,
que a mais amarga das dores
já morreu arrependida!
deixando então o escritor
diante de sua maior sina...
poder ver a imagem que mais procura,
mais almeja, mais lhe provoca,
sem contudo poder dizer
as palavras que outrora
passaram desapercebidas!